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A vizinha do 602

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Sábado à tarde. Temperatura 27 graus. Sol modelito Hawaí irresistível e ainda um pouco de vento. Tudo mais-que-perfeito, não fosse ter que entregar o relatório pronto e redondinho na segunda-feira. É o relatório semanal da Eletrônica ( matemática pura, conta e contas), me interessa tanto quanto o numero de cisnes no Planeta. Daí, impossível me concentrar. Ligo e desligo o computador, suspiro, tomo um refrigerante olho pela janela maldizendo meu destino, ciente que poucos milhares de dólares bastariam para melhora-lo. Uma hora, alguns refrigerantes e vários pensamentos. Estou do mesmo jeito: Texto? Janela? Refrigerante? Vez enquando acrescento: Vídeo? TV a cabo? Adoro cinema, só que falta de tempo aliada ao cansaço habitual, fizeram de mim um dependente da telinha. Volto ao computador: - Vamos lá, Alexandre. Herói é pra isso mesmo. Mas é inútil. Segundos depois meu olho se perde outra vez na janela. E estou assim,nesse despreparo todo, quando escuto o interfone. Pedro, o zelador, comunica que "a dona Nádia" esta na portaria, perguntou o número do meu apartamento e pergunta se pode subir. - Não conheço nenhuma dona Nádia. - Do 602. Salivo. É a loirona tesão-puro que encontro no elevador e cujo marido, King Kong de ombros três vezes a largura do meu armário, me obriga sempre a um "tudo bem-como vai" respeitoso. - Pede prá subir - respondo, mergulhando em sugestões de filmes como " O pecado mora ao lado" e "Se meu apartamento falasse". Também seria bom dar uma arrumada na sala. Quando escuto a campainha e abro a porta, meus hormônios se aceleram: vestidinho malha-verão de alcinha, sem sutiã, cabelo preso numa trança e aparentando certo nervosismo, Nádia é um instante inesquecível. Pele bronzeada, olhos dourados e boca suculenta, nada destoa do corpo com curvas e carnes certinhas, guloso onde deve ser, como por exemplo os seios e as nádegas. Ela toda é delícia, perfeita para no mínimo nove anos e meio de beijos y otras cositas mas, juro que nem dormindo tirava as mãos dela. Aliás, ela me lembra...ela me lembra quem? E de repente estou num quarto de motel, Kim Bassinger peladona sugando minhas vontades, nós dois numa pura delicia pura, nada sendo o bastante para nossa fome. Quem lembra agora do trabalho? Imagens festivas, despudoradas, quase sonoras, escorrem dentro de mim. Mas é o pequeno Buda que pergunta pela minha boca: - Como vai, Nádia. Tudo bem? Os lábios se movimentam arredondados, deliciosos: - Tudo. Estou incomodando? Se eu fosse da dupla Deby & Loid, diria que sim. - Imagine, pode entrar...fique à vontade - e acrescento na mais absoluta sinceridade - É um prazer sua visita. Quer tomar alguma coisa? Suco, refrigerante....( penso rapidamente: Me agarrar? Chupar inteiro?) - Eu estava tomando um vinhozinho lá em casa - responde - Se tiver branco, bem gelado...com este calor vai bem. Graças a tudo, eu tenho. Nádia Bassinger senta na minha poltrona e eu sigo para a cozinha me perguntando o que ela quer comigo e por que estou assim, Tom Cruise em noite de núpicias. Afinal, que tem um vizinho visitar o outro? Por que tanta exaltação? Saco, cadê o abridor? Onde coloquei o maldito abridor? Na aflição de abrir-fechar gavetas, nem percebo que Nádia-Fischer vem até a cozinha e para atrás de mim. Me aprumo, viro de frente. Estamos tão perto, que encosto sem querer meu corpo nos seus peitos. Sinto as pontas ficando durinhas, eu quase também, vem uma vontade doida de abraçar essa mulher, descer as mãos até sua cintura, as nádegas, aperta-las bem gostoso... - Estou dando muito trabalho? Pergunta . Posso ajudar? Ah, minha linda, se você soubesse o número de coisas que poderia fazer para me ajudar...Descer o ziper da minha bermuda, enfiar a mão lá dentro, e sentir o tamanho que ele têm e então com sua boca... - Imagine, que é isso - respondo - tudo sobre controle - e deixo cair o abridor. Por fim as coisas dão certo, voltamos para a sala e sentamos no sofá. À nossa - eu digo. Brindamos. Ela sorri, esvazia rápido a taça, cruza as pernas . Vejo suas coxas até onde minha imaginação permite, quase sinto cheiro ( Basic Instint, Sharon Stone sem calcinha na cena do depoimento ), sirvo mais vinho. Procuro ser natural, coisa difícil com a Sharon tão perto de mim. - Você não fica curioso em saber como moram as outras pessoas? - comenta, olhando a decoração. - É ...algumas - e cenas deliciosas de "Invasão de privacidade" escorrem por mim. Ela, numa voz rápida, continua: - Os apartamentos são iguaizinhos, mas a decoração muda tudo. Nem parece que estamos no mesmo prédio. - Verdade - respondo. - Imaginei que o seu seria assim...descontraído. Olha direto nos meus olhos. Então, com dois toques de seus dedos mágicos e balançando leve a cabeça, desfaz a trança. Fios dourados descem livres abaixo dos ombros. Também descruza as pernas, desabotoa as sandálias salto alto e resolve caminhar pela minha sala. Examina detalhes, vez enquando vira pra mim avaliando o efeito da sua visita. Cruzo as pernas, porque tudo lá por baixo, em mim começa a crescer. Observo seus pés, os dedos deliciosos que beijaria um por um. Acompanho o inclinar discreto do seu pescoço tentando ver melhor os livros na estante. Quando faz isso movimenta a cintura, sua bunda fica mais saliente e as coxas aparecem mais. Tomo alguns goles de vinho. - Quantos livros sobre cinema! Nunca pensei que você tivesse essa paixão. - É ...- breve intervalo sugestivo - sou um amante.... da sétima arte. - Numa cidade grande, as pessoas são tão distantes umas das outras...Lá de onde vim... Escuto o nome de uma cidadezinha do interior de Minas. - É o jeito Brasiliense de ser. Mas eu também sou mineiro - sou gente boa. Eu por exemplo, sempre lhe tive muita simpatia. - É mesmo - responde, sorriso Michelle Pfeifer. - Claro que sim - e arrisco de novo - uma simpatia intensa... profunda. Senta no sofá perto de mim. Sua voz é intima, confessional: - A verdade é que estou...... insegura... - Insegura? Repito estupidamente. - Toda mulher é - continua, lábios fazendo beicinho do jeito que a Marilym fazia nos seus filmes - Ainda mais quando traída. E o que resta a esse mulher, senão trair também? Leva minha mão até seus seios, aproxima-se de mim e beija meu pescoço.. Compreendo tudo, afinal. Olho aquela deusa viva sem resistir mais de tesão. O instante parece combinado há muito tempo. Levanto. Nádia também. Fecha os olhos, nos abraçamos. Sinto seu corpo, meu desejo crescendo volumoso na sua mão. - Espera - ela pede - quero sentir o seu gosto. Tira a sua roupa e depois a minha. Ajoelha-se. Beija meu umbigo e desliza os lábios até onde eu mais quero, colocando quase todo na sua boca, Pressiono de leve sua cabeça, acariciando o pescoço, os cabelos, levo a mão até sua boca e sinto o contraste da minha dureza com o macio dos seus lábios. O tempo parece longo, sem fim, nem eu quero que termine. Não sei bem como e já estamos no chão da sala, conhecendo-nos num intenso 69. Nádia me suga inteiro, faminta e sem pudores. Não demora muito e nos desmanchamos num prazer cheio de delícias, doce como um dia no paraíso. Ficamos uns segundos em silêncio. Depois Nádia levanta e toma um gole de vinho. Me aproximo. Abraço-a por tráz, me aperto, minha vontade recomeça. Sinto suas nádegas se movendo enquanto o úmido de sua concha me aquece, Percebeno minha rigidez, levanta um pouco os quadris e me introduz dentro dela. Deslizo suave, vagaroso enquanto ela articula seu corpo me enterrando cada vez mais fundo. Segurando sua cintura, entro e saio de Nádia lentamente, sem pressa , ouvindo seus gemidos crescendo pouco a pouco. - Calma diz ela - quero te dar um apresente. E desviando-me da sua flor encantadora, me coloca na entrada daquela outra gruta mágica, rosinha apertada e quente que devagar vai se abrindo, cedendo a pressão do meu membro. - Quero lembrar de você em todo o meu corpo. É um sonho. Entro nessa maravilha devagar, com cuidado, sentindo os micros-segundos deste tempo infinito. - Como você é grande e gostoso, meu amor. Me aperta mais, quero gozar todinha em você. Eu, perfeito cavalheiro, me contenho. Quero fazê-la inteira feliz com todo o meu vigor pleno preenchendo-a . Seu corpo se movimenta mais rápido, seus gemidos aumentam, faço o possível para me controlar. Então ela geme comprido, se aperta contra mim, se retorce toda. Depois fica imóvel. Escuto sua respiração se acalmando. Ainda estou lá dentro, movendo-me bem devagar. Não sei o tempo que ficamos assim, carentes um do outro. - Agora é sua vez - diz Nádia, fazendo-me sentar no sofá. Segurando meu pau e acariciando meus bagos, pouco a pouco ela vai se encaixando, levando-me outra vez ao paraíso. Com movimentos leves ondulados, afasta ou avança seu corpo enquanto seguro seus peitos e procuro beija-los. Não resisto muito, depois disso. Nádia presente. Se enterra toda, se esfrega mais e gozamos juntos longamente. Nossos corpos se abandonam no sofá. Já é quase noite quando acordamos e decidimos tomar uma ducha. Nos ensaboamos um ao outro, querendo retardar ao máximo a separação. A vontade recomeça. Novamente nos amamos, agora de um jeito calmo e demorado. Mas o tempo não para. É com tristeza que vamos juntos até o elevador. Beijamo-nos. Quando fecho a porta do meu apartamento, encaro uma solidão para a qual tinha me preparado. Sento diante do computador. Duas horas se passam e a campainha toca. Adivinhem quem era.....?????


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