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As sete rosas Carmesins, sobre um lençol de seda branco

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Bato à sua porta, trazendo sete rosas carmesins e um leçol de seda branco. Você atende, ponho meu indicador sobre meus lábios pedindo-lhe silêncio e cumplicidade, sorrimos, meus lábios úmidos beijam os seus suave e demoradamente, buscando saciar a sede que sinto de você. Minha mão se espalma sobre sua cintura e assim caminhamos juntos até seu quarto. Forro sua cama com o lençol que trago e deposito as rosas na beirada. Vou até você, tomo seu rosto entre minhas mãos, beijo sua fronte, seus olhos, seus lábios, minhas mãos descem pelo seu pescoço, sinto com as mãos a forma de seus seios nus por sobre a blusa e continuo descendo pelas curvas de seu corpo até seus quadris. Peço que erga os braços e suavemente você o faz, deixando as mãos em ângulo com os braços, os indicadores tocando os anulares. Seguro a barra de sua blusa e lentamente vou erguendo-a até livra-la dela, caindo ao chão, sempre beijando e explorando com a língua cada centímetro do seu belo corpo, à medida que vai sendo exposto. Ajoelho-me perante de você e com as mãos abertas, punhos colados, sinto a textura suave e o calor de seu abdômen. Os polegares se afastam das mãos, que deslizam para a sua cintura para então subirem pelas suas laterais. Sinto suas costelas, meus polegares se procuram por sobre sua pele, sinto o sobe e desce de sua respiração que ouço no silêncio. Minhas mãos lentamente vão subindo pelos seus seios até cobri-los. Sinto seus bicos pressionando o fundo de minhas palmas. Minhas mãos descem um pouco, até que sustentam seus seios, para então meus lábios umederecem os pêlos que ali cobrem sua pele. A ponta de minha língua toca o topo de seus mamilos que parecem querer se aproximar de mim, e, atendendo esse 'desejo', sugo-os com suavidade, entre mordiscadas, quando sinto com meus dentes a textura de seu topo. Desço então meus lábios até o seu baixo ventre, minhas mãos sempre próximas à minha face, sempre coladas ao seu corpo, como se nossas peles se fundissem em um só tecido. Minhas mãos deslizam, agora por sobre sua saia, até sentir o volume de suas nádegas, fazendo uma suave pressão. Encontro o zíper que abro lentamente, após o que vou puxando sua saia para baixo, deixando trilhas de saliva pelas suas coxas, suas pernas, até seus pés. Você livra-se por completo da saia, atirando-a para longe com os pés e então tiro os seus sapatos. Tomo os seus pés em minhas mãos, massageando-os como se quisesse abrir uma massa de pão, a massa da sua carne. Subo novamente, cara a cara com seus quadris, vejo a calcinha que insiste em cobrir seu esplêndido corpo. Minha língua procura sua virilha enquanto meus dedos se introduzem entre a barra superior da calcinha e seus quadris, para assim puxá-la abaixo numa lentidão que leva minha excitação ao extremo da agonia, deixando-me trêmulo de desejo. Sua púbis, seus pêlos, suas nádegas expostas... Delicio-me com a visão do seu corpo e imagino quanto prazer se pode extrair dele, destilado gota-a-gota. Uma vez livres da última peça de vestuário que negava ao mundo sua beleza, tomo-a em meus braços e a levo até a cama recém forrada, nela depositando o seu corpo deitado de costas. Ohh, belíssima cena, uma mulher nua e cheia de desejo, acompanhada de sete rosas carmesins, sobre a seda branca, banhadas pelos raios de sol da manhã que adentram o quarto pela janela... Tomo uma das rosas em minhas mãos e, sorrindo maliciosamente para você, toco as rubras pétalas com a ponta dos dedos, sentindo a imensa suavidade da textura. Aproximo a flor do nariz, sentindo seu doce perfume, para então beijar as pétalas que muito breve tocarão o seu lindo corpo... Pouso a flor sobre sua fronte e, após fazer um leve movimento em cruz, ofereço o perfume às suas narinas. Você respira profundamente e então sigo com a flor o contorno de seus lábios. Desço pelo pescoço, pelo esterno, até seus seios. Suavemente varro, com as pétalas, uma poeira imaginária de seus mamilos e à medida que faço isso algumas pétalas vão se soltando... Sigo com a rosa até sua barriguinha, contorno seu umbigo, passo pelos seus flancos, até que todas as pétalas se desprenderam. Deposito a haste despida no chão do quarto e tomo outra rosa em minhas mãos. Acompanho com as pétalas agora as suas coxas, ora por uma, ora por outra, descendo pela parte externa, subindo pela parte interna, descendo novamente pela parte interna da outra coxa para então subir novamente pela parte externa desta última. Aos poucos, as pétalas continuam a cair... Desço as pernas e chego aos pés, ora pela parte inferior, ora pelas plantas e posso sentir as cócegas que lhe causo. E nesse vai e vem, outra rosa se finda. Viro o seu corpo, deixando-o de bruços. Acompanho agora o seus braços, desde uma das mãos, indo ao antebraço, braço, seus ombros, sua nuca e repetindo todo esse adorável movimento até a outra mão e voltando à nuca. Sigo então pela espinha, e sorrio ao ver seu corpo arrepiado. Desço até quase chegar na base da espinha, sacra porção de seu corpo, onde me detenho para explorar mais lentamente o relevo que ali encontro. Faço a flor acompanhar os contornos de suas nádegas, que me parecem frutas fartas, saborosas e convidativas e, tendo se despetalada outra flor e não resistindo ao convite, beijo-as com ternura. Viro novamente o seu corpo, deixando suas pernas entreabertas e tomo outra rosa em minhas mãos. Pouso a flor em seu baixo ventre e, ziguezagueando, alcanço com ela os seus pêlos pubianos. Procuro em vão penteá-los com a flor, mas sua rebeldia me impede. Resignado mas não menos feliz, ponho em contato as duas rubras flores, a que tenho entre meus dedos e a que tem entre suas pernas, que se abrem um pouco mais num pedido silencioso. Contorno os seus lábios, subindo e descendo até que alcanço o seu clitóris, e assim começo a masturbá-la com a quarta rosa carmesim, que agora rapidamente se desfaz. E assim continuo, tomando uma rosa após a outra, até que finda a sétima rosa e também nossa capacidade de prolongar o desejo. Nossos corpos urgem um pelo outro. Beijo o seu sexo, sentindo o perfume inebriante de seus fluidos de excitação mesclados aos doce perfume das rosas. E logo estou por cima de você, fazendo um amor louco que turva a nossa consciência, restando apenas os sentidos, nossos mais primordiais desejos. Não sou capaz de dizer por quanto tempo ficamos assim até que explodimos num turbilhão que nos tragou até o mais completo desfalecimento. E assim saciados, enroscados adormecemos sobre uma cama forrada com um lençol de seda branco e e coberta de pétalas carmesins, com os raios do sol a iluminar nossos corpos...


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