Contos de Glórinha - Anjos e DemôniosFemininos |
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Tarde de 1998....................... Um vento frio e feroz acompanhado de uma chuva fria invadiu meu território de brincadeiras. Embora com 18 anos eu ainda brincava naquela cidade pequena no fim do mundo. Meus amiguinhos correram para suas casas, mas eu nem tão cedo retornaria, pois minha madrasta me daria mais uma daquelas surras devido a situação das minhas roupas sujas e como estava próximo a igreja lá entrei. Gostava daqueles vitrais e as imagens dos santos me atraiam. Meu vestido de lesie branco e encardido revelava um corpo já não tão infantil como anos atrás e meus peitinhos estavam durinhos devido ao frio. Sentido-me frágil sentei-me diante do altar e pensei em misericórdia. Percebi então que a beata Maria não estava e aproveitei para tiram mais uma soneca naquele banco “sagrado”. Eu amava fazer aquilo, pois me sentia protegida e amada pelos santos. Já cochilando profundamente uma voz doce me fez despertar. --- Glórinha, acorde minha filha. Levante-se. Era o padre Julio. Parecia o anjo do calendário da minha avó. Pele clara, olhos grandes e azuis, cabelos claros e brilhantes. Bonito. Sentei-me no banco e pedi desculpas por meu ato, afinal e contas lá não era local de cochilos. Ele sentou-se ao meu lado e sorrindo disse. --- Eu também já fiz isso aqui, te acordei porque percebi que o sono iria longe e sua madrasta iria se preocupar. Precisa voltar para casa, pois já vai anoitecer. Fechei os olhos e fiz uma oração. Uma única que eu sabia. Senti que o padre Julio também orava e curiosa abri os olhos e de fato ele orava. Por um instante desejei tocar aquele prefeito rosto de anjo e toquei. Ele permaneceu de olhos fechados orando e sua pele macia me fez tremer e acelerar meu coração. Um fogo por entre minhas pernas me encorajou a beija-lo na boca. E senti nesse momento seu corpo também tremer. Ele abriu os olhos e tocou meus cabelos e retribuiu aquele beijo num momento de delírio, descontrole. Em lágrimas sai correndo e nunca mais brinquei por lá. *************************************************************************************************************** No ano seguinte mudei-me para a casa de uma tia no Rio de Janeiro para concluir meus estudos. Conclui. Arrumei bons empregos e tornei-me independente. Tive vários parceiros e também parceiras, mas algo faltava em minha vida. E eu sabia. Como estaria Padre Julio? Sempre pensei nele com muito tesão. Precisava saber algo dele e a internet me auxiliou. Pesquisei no site daquela pacata cidade e encontrei: “Padre Julio – Um exemplo de solidariedade” juntamente com uma foto. Aqueles dez anos que se passaram o tinham deixado mais atraente e másculo. Imediatamente salvei àquela foto em meus arquivos e diante do espelho despi-me. Meu corpo ardia em desejo. Meus lindos seios agora grandes e deliciosos. Em minhas costas uma linda tatuagem de asas de anjo e na virilha uma flor vermelha. Cintura fina e largos quadris. Longos cabelos ruivos e encaracolados, sardas no rosto, boca carnuda e naturalmente vermelha grandes cílios destacavam o azul turquesa dos meus maliciosos olhos. Beleza exótica. Pecadora. Na semana seguinte retornei aquela pequenina cidade. Tudo estava tão diferente e eu também. Praticamente irreconhecíveis. Hospedei-me numa pousada e logo fui tirar um cochilo. Precisava estar ótima à noite. Era só o tempo da missa terminar e procurar o padre para uma confissão, digamos mais intima. Adormeci pensando nele. Ansiedade era demais. Despertei às 21 horas e rapidamente comecei a me arrumar. Escolhi a dedo uma lingerie branca e transparente. Passei no corpo um óleo de pêssego e vesti um vestido de seda branca que revelava todas minhas curvas. Peguei a chave do carro e segui para a escura rua de terra daquele másculo homem e esperei. Não demorou muito e surge em passos lentos o homem que eu aguardava. Abaixei o vidro do carro e o chamei. Ele aproximou-se e eu estendi as mãos em cumprimento. --- Boa Noite Padre Julio. Quanto tempo. Sou a Glórinha filha do velho José Venâncio. Lembra? Perplexo ele permaneceu a olhar-me e após alguns segundos respondeu em voz trêmula e apertando minha mão estendida. --- Sim, lembro-me. Boa Noite! --- Padre... dez anos se passaram e mudei muito, atualmente moro no Rio. Lá construí minha vida. Retornei aqui para resolver algumas pendências. --- Mas que bom que lembrou de nós aqui. Bom revê-la Glórinha. Posso ajuda-la nessas pendências? --- Sim, claro. São relacionadas ao senhor padre. Entre no carro, por favor --- Lancei-lhe um olhar malicioso. Ele entendeu e entrou no meu carro. Em silêncio segui para um lugar deserto que quando adolescente amava ficar. E aquele homem sabia o que iria acontecer, pois atraente daquele jeito era assediado constantemente por àquelas mulheres da cidade. E ao som de uma chuva de verão o encarei e o beijei. Desta vez beijo mais ardente e malicioso... coloquei minhas mãos em seu sexo e ele prontamente tirou para fora meus lindos seios para admira-los e suas mãos ainda trêmulas se encarregaram de acariciar meu corpo. Tudo acontecia rápido e quente. Nos despimos e ficamos nos abraçando, nos tocando por minutos sentindo o calor e formas de nossos corpos bonitos... era emocionante tudo aquilo. Proibido. Suas mãos macias e cada vez mais ousadas foram flagradas explorando meu sexo e minutos após me masturbando intensamente me fazendo delirar com tudo aquilo. No banco de trás, nos bancos da frente...nos pegamos em cada centímetro daquele velho veículo. Descobrimos nossos corpos com mãos, unhas, arranhões, fúria, boca, sons. O coração em disparada de medo de ser pega por algum curioso. Caso isso acontecesse um escândalo tomaria conta daquela cidade, mas a sensação de perigo me atraia e excitava cada minuto mais. Lá fora uma noite quente de verão acompanhada daquela refrescante chuva me fez não resistir e cometer uma loucura ainda maior que foi sair do carro nua e no capô me posicionar estrategicamente para ele me possuísse por inteira. E claro que o padre Julio não decepcionou, saiu do carro excitadíssimo, agachou-se e explorou meu corpo com sua boca quente. Eu implorava por sexo quando ele facilmente me penetrou. Gritei de tesão e tremi por inteira com suas mordidas e puxadas nos meus ruivos cabelos. Transamos por longo tempo até gozarmos furiosamente. De testemunhas: a chuva gostosa e a lua cheia. Após aquela inesquecível loucura, entramos no carro exaustos e seguimos para a cidade num silêncio absoluto. O deixei em sua sagrada casa. Na despedida um beijo de língua delicioso e apertadas nos seios. Deixei meu telefone, endereço. O aguardaria em breve para recuperarmos o tempo perdido. -------------------------------------------------------------------------------------------------------- Hoje com 35 anos, estado civil: solteira. Me encontro quando possível com padre Julio na cidade maravilhosa. Nesses breves momentos intensos realizamos todas nossas fantasias. Ele é um homem muito carismático fazendo então facilmente amizades E numa dessas andanças esbarramos com uma linda moça vendedora de cocada no calçadão da praia chamada Madalena. A cumplicidade foi instantânea entre os três e......fica para o próximo conto querido leitor hehe. Beijos molhados de Glórinha. |
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