Memórias de um cativeiro |
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Domingo, dia 3. Finalmente, após 3 dias de cativeiro, eles atenderam meu pedido e me deram um caderno e uma caneta. Fazer um diário vai ser minha maneira de não enlouquecer e não perder a noção do tempo. Já ouvi falar de sequestros que duraram mais de 3 meses... a idéia me apavora. Olho em volta e revejo aquela que tem sido a minha única paisagem nestes últimos dias de angústia e medo: um quarto relativamente grande e praticamente vazio, só com meu colchão e duas cadeiras como mobília. Não há janela. Acho que estou em algum lugar afastado da cidade ou em uma fazenda, pois não ouço nenhuma espécie de barulho vindo de fora, apenas as vozes distantes dos meus carcereiros misturadas com o som da televisão, mas tão baixo que não consigo distinguir nada do que escuto. No momento em que me atacaram na rua, quando fazia meu caminho de volta da Universidade, percebi que eram pelo menos seis homens. Não sei quantos estão aqui me vigiando. Eu sou mantido sem roupa, sabem que isto deixa qualquer um em uma posição desprotegida e psicologicamente vulnerável. Quando vão entrar no quarto, me jogam antes um capuz negro para cobrir minha cabeça, e estão sempre armados (já senti o metal frio de encontro ao meu peito, me avisando que nunca deveria tentar nada). Estão me alimentando bem, duas refeições por dia, provavelmente preparada por eles mesmos. Sempre dois homens permanecem no quarto comigo, enquanto como de frente para a parede, sem ver seus rostos. (...) ** Terça, dia 5. Hoje tomei meu primeiro banho, mas a barba ainda está por fazer. Não tenho notícias se as negociações estão progredindo ou mesmo se já contataram minha família. (...) ** Quarta, dia 6. Ainda estou confuso. Lembro de como tudo começou... Dois dos sequestradores entraram no quarto para buscar o prato do meu almoço. Conversavam animadamente sobre uma festa a que tinham ido, não sei se a muito tempo atrás. Um, de voz mais grossa e sotaque nordestino, contava ao outro, que tinha um timbre quase de adolescente e um jeitinho delicado de falar, meio de viado, sobre um tal de Luciano que insistira em levá-lo para casa de carro. Segundo ele, quando chegaram no carro, o cara começou com um papo furado e a passar a mão na perna dele. Ele foi direto, abriu o ziper e mandou o cara chupar. E segundo ele, o cara era bom no boquete. O viadinho disse que sabia, já tinha transado com ele. Conversavam como se eu não estivesse ali. Porém, com a vista coberta pelo tecido negro do capuz, eu escutava a tudo, e uma excitação estranha começou a me tomar. Meu pau ficou completamente duro com a descrição detalhada do baiano de como deitou o tal de Luciano no capô, mandou ele segurar as pernas abertas e dobradas sobre o peito, lambeu o anelzinho dele até deixá-lo bem molhado e depois introduziu lentamente cada centímetro, até encostar os pentelhos na bunda dele. Disse que comeu o cara por uns dez minutos e tirou pra fora para gozar sobre a barriga dele. Os dois riam com a história. Foi então que o viadinho percebeu minha ereção. "Ih, olha só nosso amiguinho de pau duro!" Na hora tremi, mas o mastro continuou lá, em riste. O outro se aproximou. "Gostou da minha história?", perguntou de jeito malicioso, encostando a arma na minha barriga. "Ficou se imaginando chupando meu caralho?", perguntou pertinho do meu ouvido, enquanto sua mão passava da minha perna em direção ao meu cacete, que começou a se aproximar do tamanho máximo com o toque de sua pele grossa. Eu não respondia nada, mal respirava. Seus dedos envolveram meu membro e começaram um imperceptível vaivém. "Ou você ficou estava pensando como seria minha língua tocando seu cuzinho? Deve ter o anelzinho virgem, uma beleza." Sua mão tinha abandonado meu pinto e agora alisava minha bunda. Com a arma na minha cabeça, ele me fez deitar de bruços. Sentia a mão calejada acariciando minhas nádegas, e embora temesse pelo que poderia vir a seguir, não podia deixar de admitir que a sensação era boa. O viadinho só ria, olhando de longe. Eu mantinha as pernas bem fechadas, mas os dedos grossos exploravam meu rego, tocando de leve meu cuzinho e me fazendo estremecer. "Fica de joelhos, com as mãos para trás.", ele comandou. Tentei falar alguma coisa, mas a voz não saiu. Obedeci. Com o cano do revolver ele levantou o capuz até meu nariz. Olhando pra baixo, pude ver, pela fresta que se formou, seus pés em sandálias havaiana. Com a arma ainda apontada para minha cabeça, ele aproximou seu pau duro da minha boca e encostou nos lábios a cabeça melada, passando de um lado pra o outro. Eu tentava fechar a boca o máximo possível e virar a cara um pouco para o lado, mas ele conseguiu colocar a pontinha entre meus lábios e pude sentir o gosto salgado do seu pinto. "Abre...", ele falou secamente. Não pude. "Abre!", mandou com mais firmeza. Abri devagar, apenas uma fresta, mas o suficiente para ele empurrar sua ferramenta adentro, me forçando a abocanhar bem lentamente a cabeça. Minha boca foi tomada por uma diversidade de sabores e sensações, sentia um calor cobrindo minha língua e um perfume másculo subindo por minhas narinas. Quando ele tocou o fundo de minha garganta, engasguei e tive ânsias de vômito. Ele tirou quase até a ponta e enfiou novamente, tudo muito devagar. Seu pau era muito grosso, mas não muito comprido, pois logo eu podia recebê-lo quase por inteiro em minha boca. Eu não fazia movimento algum, ele que fudia minha boca como se fosse uma buceta molhada. Minha rejeição e asco iniciais passaram, embora eu não pudesse dizer que estava gostando. Quando ele tirou o pau da minha boca senti um vazio, mas também um certo alívio porque ele havia decidido não gozar na minha boca. "Sua boquinha é uma delícia", sussurrou. Saíram e me trancaram novamente. Fiquei lá na mesma posição, tentando entender o que se passava na minha cabeça e tentando recuperar todos os gostos e aromas que dominavam os meus sentidos. Confuso, notei que meu pau ainda estava duro como pedra e então me masturbei furiosamente, gozando abundantemente em poucos segundos. ** Quinta, dia 7. Pensei no acontecimento de ontem o dia todo. Já tinha admitido que a experiência tinha mais me agradado do que desagradado e parecia ansiar pela próxima visita. Tentei buscar na memória se alguma vez já tinha tido pensamentos dessa natureza, mas não pude me lembrar nada mais do que as brincadeiras inocentes de criança. Não lembrei de um único homem que eu tivesse desejado, como desejava agora meu raptor. Ele só veio ao meu quarto depois do jantar. Aparentemente estava sozinho. Recolheu as coisas e saiu sem falar nada. Passada uma meia hora, voltou. "Fica de joelhos", repetiu o comando. Me pus na mesma posição de ontem, com as mãos para trás. Assim que a cabeça encostou em meus lábios, os afastei um pouco e senti a carne rígida e quente invadir minha boca, deslizando aos poucos para dentro. Dessa vez, os movimentos dos seus quadris, fazendo o entra e sai, eram acompanhados da pressão da minha língua contra a glande e toda a extensão da pica, tentando provocar-lhe as melhores sensações. Não queria que ele fosse embora sem derramar em minha boca seu licor. E quando ele veio, foi ainda melhor do que eu poderia supor. Seu cacete inchou, pulsando, e ele enfiou até o talo, lançando o jato bem no fundo da minha garganta. Engoli sem dificuldade. Recuei a cabeça um pouco, deixando a cabeça da pica repousar sobre minha língua e ali derramar sua porra. Suguei até ela se exaurir, para a satisfação de ambos. Eu estava chupando o pênis de homem... e estava adorando! Adorava sentir seu creme pegajoso em minha boca, engolia e lambia tudo. Uma outra pessoa (talvez o viadinho), cuja presença até então eu não havia notado, se aproximou e me fez deitar de barriga para cima. Fez meu pau desaparecer em sua boca e mamou com extrema maestria, me fazendo atingir o nirvana e gozar como um alucinado. ** (...) ** Segunda, dia 18. Nosso ritual se repetiu pelos últimos dias. Uma ou duas vezes todos os dias ele vinha para me oferecer seu cacete delicioso. Às vezes sozinho, em outras acompanhado pelo colega que me presenteava com aulas de sexo oral, lições que eu aplicava na prática na sessão seguinte. Hoje, quando entrou, a primeira coisa que fez foi me dar a notícia: "Amanhã você está indo. Seu pai pagou o resgate." A alegria de sair com vida desta situação e poder rever a família e os amigos, se misturou com uma certa tristeza pela certeza de saber que nunca mais desfrutaria das maravilhas que aquele pau cheiroso vinha me proporcionando, despertando sensações até então desconhecidas para mim. Caprichei muito naquele que seria o nosso último encontro, e ele fudeu minha boca apaixonadamente por duas vezes seguidas. Pensei em pedir para ele me tirar o cabaço da bundinha, mas como ele não se insinuou não tive coragem. Quando ele saiu, fiquei saboreando seu gozo e tentando memorizar seu gosto. Eu irei partir sem conhecer meu amante, nem ao mesmo ver o seu rosto ou saber o seu nome. Entretanto, seu sabor estará para sempre guardado em minha memória. |
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