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Pancadas de amor

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Estimulada pelas recentes matérias de masoquismo e sadomasoquismo, publicadas nesta revista, tomei coragem para lhes contar minha aventura. No mais, meus agradecimentos pôr sua publicação. Há algum tempo que procuro, a duras penas, transmitir aos homens com quem saio meu fascínio pelo masoquismo. Meus impulsos de atrair a violência masculina, transformando-a em meu prazer, são quase irresistível. E nesta procura, acabei encontrando um verdadeiro tesouro. Seu nome: Rogério. Ele é um rapagão de 21 anos, forte, corpo atlético, e o melhor; tem um temperamento superexplosivo. Eu o conheci em um bar, em Botafogo, onde depois de me insinuar, aceitei seu chamado e sentei-me a sua mesa. Monossilábico, ele mal me respondia, e quando lhe perguntei se já havia amado alguma vez, se levantou, encolerizado, e me deu uma sonora bofetada. As pessoas se levantaram atônicas, e muitas se indignaram com a atitude de Rogério. Mas eu, vítima, me molhei todinha de tesão. Meus músculos vaginais se contraíram e tive vontade de ser surrada ali mesmo. Aquele macho acendeu todo meu fogo. Indiferente à reação das pessoas, com um olhar sarcástico no rosto, ele desafiou a multidão de homens que havia no bar. Nenhum se habilitou a encará-lo. Quase aos gritos, chamou o garçom e pediu a conta. Virando-se para mim, perguntou se eu o acompanharia. Submissa, inteiramente entregue àquele macho, fiz que sim. Saímos. Ouvi, atrás de nós, alguns comentários injuriosos quanto ao nosso comportamento. Nem liguei, pois eles não tem a menor idéia do prazer que eu sentia naquele momento. Entramos no meu carro e partimos para o meu apartamento. Ele, ao meu lado, não dizia palavra. Curiosa, excitada, enquanto dirigia não via maneira de faze-lo dizer qualquer coisa. De repente senti sua mão apertando minha coxa. O aperto era firme, forte. Arrepie-me ao sentir seus dedos subirem em direção ao meu sexo. Sem me pedir, ele rudemente desabotoou minha calca e enfiou, sob minha calcinha, seus dedos atrevidos. Eles tocaram meus grandes e pequenos lábios, se aprofundaram na minha vagina e também me atingiram o clitóris. O carro deu uma rabeada quando ele acelerou a massagem. Sinceramente eu não sabia se dirigia, se gemia ou se gozava. Indiferente, ele continuou suas caricias e sua outra mão me bolinou os seios. Acabei passando do meu edifício, mas valeu a pena, pois os orgasmos que senti foram deliciosos. Dei marcha à ré e estacionei. Saímos. Entramos no edifício, pegamos o elevador e descemos no quinto andar. Rodei a chave na fechadura e abri a porta. Entremos. Pedi que sentasse. Servi-lhe uma bebida e disse que iria tomar banho. Liguei o chuveiro e me meti debaixo. Sentia, ao longo do meu corpo, uma vibração louca. Sabia que ia fazer amor de verdade, até não agüentar mais. Só de saber da presença daquele homem em minha casa, sentado na minha sala, entrava num estado de excitação indescritível. Pôr coincidência, quando ensaboava meu sexo, ele entrou no banheiro. Puxando-me do boxe, com violência, apertou-me contra seu corpo monumental, rapidamente se livrou de sua calça e ostentou seu membro já ereto. Mudo, completamente mudo, colocou a glade diante de minha vagina. Enfiou, devagarinho, aquela cabeça vermelha e enorme. Suspirei de prazer. De repente, em um só movimento, meteu vinte e um centímetros de pênis em minhas entranhas. Gritei, chorei de dor, estive a ponto de desmaiar, mas ele nem ligou. Moveu-se dentro de mim de todas as maneiras, fazendo-me atingir os orgasmos mais loucos, mais deliciosos de toda a minha vida. Ele, controlando sua ejaculação fazia com meu corpo o que bem queria. Segurava-me à altura de sua pélvis de forma que minhas pernas - pôr eu ser mais baixa que ele - ficavam balançando no ar. E tome estocadas de tudo quanto é jeito. Não agüentei pôr muito tempo. Era demais tanto prazer. Somente depois de uns vinte minutos, foi que despejou todo o seu esperma dentro de mim. Senti que estava sendo inundada e seu viscoso e quente leite me ensopou toda. Minutos depois, ele se separou de mim. Empurrou-me sobre o bidê, fazendo-me cair do outro lado. Deixando-me no chão, voltou para a sala. Era a sorte grande do amor, pensei. Ele não tinha a menor idéia do prazer que me proporcionava. Ignorava, completamente, o meu gosto pela violência. Quando apareci na sala, ele não poupou palavras injuriosas. Chamou-me disso e daquilo, gritou que eu e todas as mulheres deveríamos estar rodando bolsinha nas ruas. Disse que eu era uma cadela e que ia fazer comigo que bem quisesse. Só de ouvi-lo, já estava molhadinha de novo. Levantando-se do sofá, veio furioso em minha direção - ele realmente estava com ódio -, me pegou pêlos quadris e, apertando minhas carnes, carregou-me até o sofá. Deixou que meu corpo caísse sobre a poltrona. Segurando minha cabeça, ele fez com que meu rosto fosse de encontro a seu sexo semi-ereto. Instintivamente comecei a chupar seu pênis, que imediatamente endureceu pôr completo. Continuei a sugá-lo e ouvi com prazer os gritinhos que aquele macho soltava. Segurando minha cabeça, ele a manejou ao ritmo de suas estocadas e, cada vez acelerando mais, acabou gozando dentro de minha boca. Eu, louca de desejo, bebi todo o seu prazer. Saboreei seu suco como se fosse o melhor dos champanhas. Depois de saciado, Rogério ordenou que eu lhe servisse uma bebida. Tremula de desejo e emoção, fui até o bar trazendo-lhe dry-martini. Ele bebeu o drinque em dois goles e sentou-se ao meu lado. Puxando-me para si, colou seus lábios nos meus e sua língua invadiu minha boca num beijo quente, molhado, delicioso. Suas mãos se agitaram sobre meus seios, desceram ao longo da minha barriga e atingiram minha vulva encandecida. Seu dedo médio se enterrou na vagina, provocando-me sensações maravilhosas. Minha mão, automaticamente, foi ao encontro de seu sexo, que depois de uma leve massagem, tornou-se ereto. Quando ele se sentiu preparado - nem quis saber se eu sentia prazer ou não - virou-me de bruços, cuspiu na mão e passou na glande, dirigindo-se para o buraquinho apertado do meu anus. Senti aquela abóbada entrar. Foi maravilhoso. E ele, devagar, foi empurrando até seu sexo se alojar inteirinho dentro de mim. Mal começou a se mexer entrei num orgasmo louco, desenfreado. Chorei, gritei de prazer. Sei que quando senti as primeiras gotas do seu sêmen dentro de mim gritei mais alto, recebi uma bofetada na orelha esquerda; gozei mais ainda com isso. Quando ele terminou de gozar, deixou que seu corpo repousasse sobre o meu, fazendo-me sentir seu peso. Aos poucos seu pênis diminuía de tamanho dentro de mim, mas foi preciso que puxasse com força para que saísse. Assim que Rogério se desmontou de meu corpo, foi até ao banheiro, tomou banho e saiu sem se despedir. Eu estava maravilhada. A minha satisfação era tanta que nem tive ação quando ele se foi . passaram-se duas semanas e ele reapareceu, mais bonito e mais violento. Me subjugou e me amou com fúria. Bateu no meu corpo até provocar hematomas, aumentando loucamente o meu prazer. O tempo fez com que ele falasse, contasse um pouco da sua vida. Hoje somos amantes apaixonados e sempre que pode - eu quase gozo com isso - ele me bate na frente das outras pessoas. Nossa vida é uma deliciosa loucura, cheia de pancadarias e manchas roxas.


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